SOCIEDADE ASTRONÔMICA BRASILEIRA

ASTRONOMIA APLICADA AO ESTUDO DOS PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS DE CAMPINAS (CP61)

Autores: 

Orlando Rodrigues Ferreira (Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini”, Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas e Universidade Cruzeiro do Sul) e Paula Rodrigues Teixeira Coelho (Universidade Cruzeiro do Sul)

Palavras-chave: 

astronomia, patrimônio histórico

No decorrer da história civilizações se valeram das percepções astronômicas para atender variadas necessidades, como a elaboração de calendários, determinações das estações para estabelecer épocas de plantios e colheitas, aplicações aos projetos e técnicas construtivas, etc. Relacionando-se ao aperfeiçoamento e permanência desse conhecimento, no Brasil muitas cidades foram criadas ou planejadas levando-se em consideração orientações astronômicas. Nesse aspecto, Campinas, oficialmente fundada em 14 de julho de 1774, também pode ser considerada como uma cidade que teve a Astronomia aplicada ao seu traçado urbano e construções, como casarões e igrejas, mormente durante o século XIX.

Quando do tombamento de um patrimônio pelos órgãos competentes (municipais, estaduais ou federal), são considerados diversos elementos de ordem material que transmitam informações de um período histórico às gerações subseqüentes. No entanto, outros fatores também são determinantes à justificativa de um tombamento e os quais necessariamente não precisam ser materiais, os denominados bens imateriais ou intangíveis, como os usos, costumes e saberes, conforme estabelecido na Convenção de Paris, de 17 de outubro de 2003, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Intangível, e ratificada na 32ª Sessão de 3 de novembro de 2003, na República Popular da China.

Dessa maneira, a Astronomia se torna evidente como patrimônio intangível da humanidade. Por isso, quando um patrimônio histórico material detentor de bases astronômicas imateriais perde a capacidade de transmitir e perpetuar as informações, o prejuízo se torna evidente para uma nação.

O trabalho realizado utilizou análises históricas, sociais e culturais aliadas à Astronomia, isto é, os princípios e técnicas da arqueoastronomia como ciência que estuda os saberes dos povos antigos relativos ao firmamento e que são significativamente importantes. A intenção é que esses elementos, sempre que possível, devem ser considerados em aberturas de estudos ou justificativas de tombamentos de patrimônios históricos em Campinas e no Brasil.

Portanto, o painel apresenta alguns patrimônios de Campinas tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e os quais possuem simbolismos, geometrias e demais referências astronômicas, entre estes: Palácio dos Azulejos, com suas características arquitetônicas e artísticas (clarabóias zenitais, alinhamentos, rosas-dos-ventos, etc.); Quadrante Solar de Campinas, com seus detalhes próprios e medidas associadas à Grande Pirâmide de Quéops; prédio da Delegacia Seccional da Polícia de Campinas, com os posicionamentos geoastronômicos de sua construção, dentre outras características internas; e a geodésica do mapa do traçado urbano de Campinas de 1878.

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