SOCIEDADE ASTRONÔMICA BRASILEIRA

A APRENDIZAGEM SOBRE FASES DA LUA NUMA DISCIPLINA DE ASTRONOMIA NA MODALIDADE A DISTÂNCIA (CO30)

Autores: 

José Roberto de Vasconcelos Costa (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Auta Stella de Medeiros Germano (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Palavras-chave: 

Ensino de Astronomia, Ensino a Distância, Fases da Lua, Concepções Alternativas

O presente trabalho descreve os resultados obtidos em uma investigação sobre o entendimento do  fenômeno das fases da Lua por alunos da disciplina Astronomia, ofertada nas Licenciaturas a distância da UFRN. Foram examinadas as concepções explicitadas nas provas de 398 licenciandos – das Licenciaturas em Física, Geografia, Química, e Matemática -, que cursaram a disciplina nos semestres 2007.2 e 2008.1. As interações no ambiente virtual durante a oferta da disciplina em diferentes semestres e uma análise mais global das provas levou a elencar, como aspectos conceituais relevantes a serem focalizados no ensino-aprendizagem desse fenômeno: a representação dos astros envolvidos na formação das fases; a identificação da órbita da Lua em torno da Terra; a iluminação correta da Lua e da Terra conforme suas posições em relação ao Sol; o referencial adotado para identificação das fases da Lua; e a percepção dos tempos envolvidos em diferentes dimensões dos movimentos da Lua e da Terra (rotação e translação da Terra, e translação da Lua). Esses aspectos foram usados como parâmetros para a análise e classificação das respostas dos alunos a questões avaliativas relacionadas com o fenômeno das fases da Lua. Da nossa análise, resultou uma sistematização de 12 grupos ou categorias de respostas, entre as quais se destacam como os de maior freqüência: a) o grupo com respostas em branco (23,1% do total de alunos); b) o grupo que indica uma participação da sombra da Terra no mecanismo de formação das fases lunares (20,4%); c) as respostas que não estabelecem uma relação consistente entre a fração iluminada da Lua e a direção correspondente do Sol (iluminação inconsistente; 15% do total); e d) o grupo de respostas consistentes com o modelo científico (13%). As respostas que explicitaram iluminação inconsistente dos astros nos levam a alguns questionamentos, tais como até que ponto alguns dos alunos identificam a iluminação da Lua como proveniente do Sol, mesmo que se indique a Lua como um corpo iluminado; ou ainda, como tem sido sugerido em entrevistas realizadas com alguns dos alunos, até que ponto as imagens bidimensionais da Lua ao redor da Terra não geram contradições relevantes entre o que é ensinado sobre a trajetória da luz e sobre a iluminação dos astros pelo Sol, com o que efetivamente se observa nessas figuras na explicação da formação das fases Nova e Cheia, por exemplo. Imagens bidimensionais utilizadas nos materiais podem limitar ou mesmo gerar obstáculos na superação dessas dificuldades. Esse estudo fornece um panorama inicial que contribui com subsídios na elaboração de um sistema multimídia, a ser testado no contexto da oferta dessa disciplina na modalidade a distância.

Arquivo do Trabalho: 

application/pdf iconSNEA2011_TCO30.pdf

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