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ATA Nº.: |
Ata da Reunião Regional da Comissão Especial de Astronomia |
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Ata da reunião regional de São Paulo proposta pela Comissão Especial de Astronomia, realizada em vinte e sete de outubro de dois mil e nove, no auditório dois do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, sito à Rua do Matão, 1226 - Cidade Universitária – São Paulo. A reunião foi coordenada pelo professor doutor João Evangelista Steiner (devido à ausência do professor doutor Eduardo Janot Pacheco) e pela professora doutora Beatriz Barbuy, secretariada por Gislene Yoko Chinen e contou com a presença das pessoas acima enumeradas;
Inicialmente foi lida uma breve apresentação sobre a Comissão Especial de Astronomia (CEA) e suas atribuições, bem como as informações sobre a Reunião Regional realizada no Rio de Janeiro na semana passada. Beatriz Barbuy relatou que, na semana de ciência e tecnologia, o ministro declarou que quer fazer um plano nacional de ciência que contemple treze áreas básicas, tendo mencionado em particular a área espacial. De acordo com o texto de Janot Pacheco o MCT deseja apresentar os projetos já em maio. Houve reclamações sobre os prazos curtos, mas eles são impostos pelo MCT e não pela CEA. Em seguida, Beatriz solicitou ao Dr. Albert Bruch a fazer comentários de ordem geral.
Albert Bruch relatou o que aconteceu na reunião regional da CEA ocorrida no Rio de Janeiro. Informou que a discussão não foi sobre os tópicos apresentados como “principais”, mas a maior parte dos comentários foi sobre a composição da comissão, no sentido de que se sentia-se falta da representação das universidades e uma falta de transparência referente à escolha dos representates das entidades como CNPq e SBPC, etc.
O segundo tópico foi referente aos procedimentos da comissão: como seguir, como fazer para chegar a uma proposta para o Plano Nacional de Astronomia. Foi relatado que ainda não está muito clara a definição dentro da própria comissão.
No que se refere ao conteúdo do Plano Nacional de Astronomia, Albert disse que na reunião no Rio de Janeiro comentou-se muito sobre a importância da divulgação como forma para obter o apoio da comunidade.
A única proposta concreta de conteúdo do plano apresentada no Rio de Janeiro foi um projeto cientifico que visa a participação brasileira na construção de uma câmara para um telescópio na Espanha. Porém, trata-se ainda de uma proposta, sem nada definido.
Eduardo Cypriano questionou se este Plano é para cinco anos e diz que o prazo dos “white paper” para 30/11 é muito curto, pois não existe uma definição certa do que estão pedindo. Beatriz Barbuy sugere que uma prorrogação máxima seria até quinze de dezembro.
Albert Bruch informa a todos os presentes que a reunião estava sendo gravada para que detalhes da discussão não fossem perdidos.
Houve um extenso debate sobre a estrutura básica dos “white papers” e sua real importância. Albert Bruch sugere que os “white papers” deverão ser usadas como subsídios para a elaboração de uma versão preliminar do PNA que deverá ser apresentada à comunidade para discussão e posteriormente seja aprovada. Laerte Sodré também relatou que o prazo para entrega dos “white papers” é extremamente curto, e sugere ainda que haja apresentação à comunidade dos procedimentos a serem seguidos pela CEA para analisar os “white papers”. Beatriz Barbuy informa que a CEA passou os 3 meses tratando de formular um documento que descreve os procedimentos. Há de fato um documento revisado por Albert Bruch, que deveria ter sido circulado na CEA. Sugeriu que, para agilizar o processo, seria o caso da CEA tenha um “secretário”, adicionalmente ao relator. João Braga concorda com Laerte que os prazos são curtos e disse que a proposta inicial desta comissão era de resolver problemas internos. O ministro nomeu esta comissão e a representatividade dela foi proposta pelo próprio Luiz Elias. João Braga concordou com a opinião que houve falta de transparência na escolha dos membros. Discordou com a questão da relação de falta de representatividade das universidades, pois no conjunto de pessoas que compõem as comissões existem representantes das universidades. Finalizou perguntando se existe algum critério de estrutura dos “white papers”, se são documentos individuais ou se são livres. Laerte Sodré opinou que instituições grandes como o LNA e o INPE não devem ter o mesmo peso de decisões que as instituições menores. Sugeriu que seja feita modificação da composição da comissão no sentido de torná-la um pouco mais representativa da astronomia brasileira. João Steiner informou que na reunião com os senhores Albert Bruch, Kepler Oliveira e Eduardo Janot, esta sendo a sub-comissão designada pelo Senhor Luiz Elias para escrever o texto que seria enviado `a comunidade, foi decidido que os “white papers” deverão ter tema livre. Guillermo de Castro questionou sobre a função dos “white paper” e João Steiner respondeu que devem servir de subsidio para elaboração do Plano Nacional. Marcos R. Calil questionou se poderá fazer “white papers” com temas que não fazem parte dos assuntos centrais do foco do Plano Nacional, tais como divulgação e planetários. Albert Bruch responde que é possível desde que seja apresentada a relevância do assunto e suas contribuições.
Laerte Sodré propôs realizar workshops para discutir os “white papers”, bem como fazer um cronograma.
Odylio Aguiar sugeriu que a SAB organize grupos temáticos para discutir “white papers” (com participação inclusive de estrangeiros) para discutir em grupos especializados por áreas. Após digerir esse material e discussão dos problemas levantados, divulgar para a comunidade como os trabalhos devem ou não devem ser feitos.
João Steiner disse que os “white papers” em outros países tem o limite de cinco a sete páginas (com capa) com propostas totalmente livres. Informou que não há homogeneidade no procedimento americano, por exemplo. Em sua opinião, os “white papers” são de temas livres.
Guillermo de Castro questionou de que forma os documentos serão discutidos pela comunidade e João Steiner respondeu que o presidente da SAB ficou com essa responsabilidade, bem como a divulgação em site a ser estabelecido.
Laerte Sodré solicitou que o documento preliminar elaborado pelos Dirigentes das UPs/MCT seja divulgado no site. Albert Bruch concordou e acrescentou que o documento principal (oposto aos anexos específicos da cada uma das UPs) não tem propostas concretas, apenas assuntos relevantes quanto a procedimentos.
João Braga disse que a astronomia brasileira tem focado muito em instrumentos de solo e sugere novos focos de estudo e de propostas para Plano do governo.
João Steiner informou que, no passado um documento assim já foi elaborado por encomenda do CNPq, o último dos quais em 1982. Esse documento deve ser escaneado e colocado no site.
Após terminada a discussão sobre os “white papers” foi pedido aos pesquisadores que falassem um pouco sobre as suas ideias para “white papers”:
Cláudia Mendes de Oliveira informou que está trabalhando em dois White papers. Um deles é que será feito pelo comitê de telescópios robóticos (INCT-A), este white paper descreverá a necessidade de construir um telescópio robótico de dois metros que poderá ser utilizado em complemento ao Gemini e SOAR. Informou também que o comitê está aberto para colaborações. Os interessados deverão entrar em contato com Antonio Kanaan (coordenador deste comitê). O segundo “white paper” é referente ao edital aberto pela FAPESP para a compra de um telescópio robótico pequeno. Informou que não foi amplamente discutido devido ao curto prazo do edital.
Laerte Sodré informou que fará “white paper” sobre possível parceria para construção de câmera para um telescópio espanhol de 2,5m e campo de 5 graus que utilizará 40 filtros estreitos. A idéia é que o Brasil financie as câmeras. Ele está submetendo uma proposta à FAPESP para a construção dessa câmera que está sendo discutido em parceria com o ON, onde a liderança está com Renato Dupke. Mencionou ainda a possibilidade de duplicar esse telescópio para o hemisfério sul. Citou também que o LNA considerar a possibilidade de explorar um sitio fora do Brasil.
Raul Abramo informou que está preparando, em colaboração com Ioav Waga, um “white paper” sobre as estratégias observacionais modernas na área de Cosmologia: supernovas, lentes gravitacionais fracas, BAOs (oscilações acústicas de bárions) e contagem de aglomerados.
Beatriz Barbuy informou sobre a idéia de escrever um “white paper” sobre uma estratégia para o Brasil para a era dos grandes telescópios ELT-TMT-GMT. Está sendo estudada uma proposta de financiar a participação no ELT através de financiamento do BNDES para a construção das obras civis por uma empresa brasileira. O GMT descartou contribuição in-kind. A proposta de construção civil está sendo levada adiante com o ELT, e está-se tentando identificar contribuição in-kind no TMT. Caso seja feito com o ELT, isso poderia ser utilizado no futuro como joia de entrada no ESO.
Jane Gregório-Hetem informou que seu grupo de trabalho sobre estrelas jovens já fez dois eventos científicos e que já terá condições de produzir “white papers” para o próximo ano. Outro objetivo apresentado foi o de estabelecer metas e diretrizes para curso de bacharelado em astronomia. Serão diretrizes nacionais com o intuito de estimular grupos de pós-graduação no Brasil.
Reinaldo de Carvalho informou que prepará um “white paper” sobre as perspectivas do desenvolvimento do Observatório Virtual brasileiro nos próximos anos. Para tanto, basear-se-á na experiência já adquirida com a implementação do BRAVO (Brazilian Virtual Observatory) a partir da Divisão de Astrofísica do INPE.
Francisco Jablonski pondera que, dada a experiência da Divisão de Astrofísica do INPE com instrumentação nas áreas de Óptica, Infravermelho, Rádio, Altas Energias e Ondas gravitacionais, é natural que a DAS apresente um “white paper” com as oportunidades e nichos nessas distintas frentes.
João Braga sugeriu juntar esforços para fazer recomendações sobre a importância da astronomia multiespectral e tentar definir estratégias como por exemplo, verificar o que seria mais interessante: participar em grandes projetos ou pequenas missões? Sugeriu também pressionar a agência espacial para abrir espaço para participação do Brasil em missões no espaço.
Odylio D. Aguiar Informou que seu White paper será uma proposta de plano estratégico referente ondas gravitacionais. Técnicas diferentes, envolvendo também a formação de recursos humanos e análise de dados.
Carlos Alexandre Wuensche informou que possivelmente o White paper terá como tema radiação de fundo. Sugeriu que seja redigido um documento propondo a participação / representação da comunidade astronômica brasileira na política.
Albert Bruch pense em escrever um “white paper” sobre a gestão do PNA, considerando importante que o planejamento na comunidade se torne um processo contínuo. Deve-se criar mecanismos para supervisionar a implementação do PNA e a inclusão de adequações que poderão se tornar necessários.
Jacques Lepine disse que seu White paper será sobre radioastronomia. Informou também que há o interesse dos argentinos em fazer parceria com o Brasil para a construção de um instrumento perto do ALMA, nos Andes do lado argentino, ficando eles responsáveis pela infra-estrutura.
Encerradas as discussões e sugestões de idéias sobre “white papers”, Beatriz Barbuy sugere que podem ser considerados como conclusões a) que o prazo máximo para entrega dos “white papers” deveria ser dia quinze de dezembro de 2009, b) documento sobre procedimentos deverá circular entre a comunidade e ser mandado para a SAB c) cada grupo fica responsável para realizar seus workshops entre os meses de março e maio de dois mil e dez.
Cláudia Oliveira sugere a nomeação oficial de um suplente para Eduardo Janot Pacheco.
João Steiner comunicou que será confeccionada uma ata que será divulgada para todos os participantes; nada mais havendo a tratar, encerrou a reunião.