*************************************************************************** BOLETIM ELETRONICO SAB N. 250 - 08/09/2004 *************************************************************************** SECAO: INFORMES Responsavel: Vera Ap.F. Martin vmartin@uefs.br) *************************************************************************** 1. REUNIAO DO GRUPO DE TRABALHO DO GWFMOS 2. TERCEIRA EMENDA AO ACORDO SOBRE O GEMINI *************************************************************************** 1. REUNIAO DO GRUPO DE TRABALHO DO GWFMOS (comunicado pela socia Thaisa Storchi Bergmann) Prezados colegas astronomos do Brasil Nos dias 16 e 17 de Agosto de 2004 participei em Sao Francisco, nos Estados Unidos de uma reuniao do grupo de trabalho do GWFMOS: Gemini Wide Field Multi-Object Spectrograph. Abaixo apresento um relatorio dos pontos mais importantes da reuniao. Os interessados podem recuperar uma apresentacao em powerpoint do instrumento de autoria do Dr. Mathew Colless, diretor do Anglo Australian Observatory no endereco eletronico: pcastro20.if.ufrgs.br/~thaisa/public_html/gemini/WFMOSoverview.ppt Chamo a atencao de duas possiveis acoes a serem tomadas pelos astronomos ou instituicoes de astronomia brasileiros se for de seu interesse: 1) Contatar Mathew Colless, diretor do Anglo-Australian Observatory (director@aaoepp.aao.gov.au) para identificar o quanto antes possibililidades para o Brasilo construir alguma parte do instrumento ou colaborar de alguma outra forma (pessoal, por exemplo). 2) Identificar projetos cientificos que possam se beneficiar do instrumento, alem dos dois projetos "chave" propostos (Energia Escura e Arqueologia Galactica). ------------------------------------------------------- Participantes da reuniao: David Koo (Lick Obs. Santa Cruz), presidente do grupo de trabalho Joe Jensen, Gemini North Inger Jorgensen, Gemini North Doug Simons, representando o diretor Matt Mountain Representantes do Telescopio Subaru Karl Glazebrook, Johns Hopkings, um dos responsaveis pelo caso cientifico de energia escura Chris Blake, Australia, colaborador de Karl Mathew Colless, Diuretor do Anglo-Australian Observatory, onde esta sendo feito o estudo de viabilidade Ken Freman, Australia, responsavel pelo caso cientifico de arqueologia galactica Brian Boyle, Australia, diretor do ATCA (ANTF) John Peacock, do Royal Observatory, Edinburg, Inglaterra Howard Yee, University of Toronto, Canada Patrick McCarthy Carnegie Observatories, EUA Thaisa Storchi Bergmann, Brasil Nao estavam presentes: project scientist: Ajun Dey (NOAO) Coordenador do projeto: Sam Barden, Australia As pessoas se apresentaram, sendo que se disseram cepticos Howard Yee e Patrick McCarthy, que nao sentiram em suas comunidades muito apoio ao projeto. Entretanto, no segundo dia se disseram mais otimistas e impressionados com as possibilidades do instrumento. Segundo Mathew Colless, para o estudo de viabilidade, o Gemini esta pagando US$150K, mas AAO estaria colocando $800K. M. Colless fez apresentacao do instrumento: - Motivacao: alem dos projetos sobre energia escura e arqueologia galactica, e um nicho que nao esta explorado (grande campo em grandes telescopios) ate a proxima decada, por outros observatorios. - Se colocado no Gemini o GWFMOS tera um campo (FOV) de 1.5 graus com 4800 fibras de 60m de extensao que alimentam 12 espectrografos. - O diretor do telescopio japones Subaru demonstrou interesse em colocar o instrumento no seu telescopio, que tambem tem 8m de abertura como o Gemini. Esta opcao, que ainda esta em discussao, aumentaria o campo para 2 graus, possibilitando a utilizacao de 6000 fibras. - As fibras tem diametro equivalente a 24", portanto, esta e a menor distancia angular entre dois alvos. Howard Yee argumentou que esta separacao e muito grande para o estudo de agomerados de galaxias. Entretanto depois se convenceu de que com este campo daria para observar mais de um aglomerado por vez, e uma amostragem de alvos mais proximos entre si pode ser feita mudando a posicao das fibras e fazendo diferentes exposicoes para cobrir todos os alvos de interesse. - Potencialidades interessantes do instrumento: o plano atual e de que parte dos espectrografos sejam de alta resolucao (30k-40k) - necessaria para o projeto de "archeologia galactica", que pretende observar milhares-milhao de estrelas na galaxia, do disco, bojo e halo, para estudos de abundancia quimica. A outra parte seria de resolucao baixa ou intermediaria (1k-5k), para o projeto de energia escura. - Foi ressaltado o modo de operacao do instrumento que permite a obtencao de dados de dois projetos diferentes simultaneamente: como o projeto de arqueologia galactica precisa de 4 hrs de integracao, e teria cerca de 1k-2k alvos por campo, poderia ser feito em paralelo com o projeto de dark matter ou um outro projeto de aglomerados de galaxias, que teria integracoes mais curtas (1hr), e poderia entao ter 3 pointings por exemplo nestas 4 hrs, com os espectrografos de mais baixa resolucao. Uma outra sofisticacao do processo seria no caso do Subaru, em que poderia ter tambem espectrografos no infravermelho proximo. - Todos os presentes acharam interessante este modo de utilizacao do instrumento, em que outros projetos poderiam ser realizados em paralelo com os projetos chave. - Participacao do Brasil: no caso cientifico, pessoas interessadas teriam que ir preparando casos cientificos e catalogos de objetos. O instrumento so deve entrar em operacao, se for aprovado, em 2010-11, quando catalogos devem estar prontos. - Possibilidade do Brasil participar no projeto do instrumento: Brasil (LNA) teria que contatar o quanto antes M. Colless para ir tentando identificar areas de possivel colaboracao; ha varios grupos interessados na construcao de parte do equipamento. Entretanto, o instrumento ainda nao esta aprovado. So depois do estudo de viabilidade e que o board deve decidir se ele vai ser construido ou nao; isto deve acontecer por volta de Abril de 2005. Manifestei que o Brasil nao tem interesse que o instrumento seja colocado no Sul, por causa da combinacao SOAR-Gemini, ou seja, o SOAR foi construido para ser compativel com o Gemini, com a possibilidade de usar instrumentos do Gemini quando nao estiverem sendo usados.. Opiniao dos outros parceiros: Freeman diz que para arqueologia galactica ate prefere o norte, embora a impossibilidade da observacao das Nuvens de Magalhaes seja uma perda importante. Por outro lado Subaru tem camera que vai fazer survey no norte, e portanto encontrar mais alvos para posterior observacao com o WFMOS. Os australianos preferem que o instrumento seja instalado no Sul. Aspectos interessantes da opcao Subaru: nao precisa mexer na estrutura do Gemini; Subaru ja tem projeto em andamento FMOS, instrumento semelhante mas de menor tamanho, com 400 fibras, que vai ser colocado no foco primario do Subaru; vai servir para testar o modo e criterio de selecao de alvos. O GWMOS nao tera modo imagem; por isto se baseia em catalogos que devem ser construidos com antecedencia. Porto Alegre, Agosto de 2004 Thaisa Storchi Bergmann ------------------------------------- Thanks for your participation in IAUS222! http://bhsign.if.ufrgs.br Thaisa Storchi Bergmann - Chair of the SOC ------------------------------------- ========================================================================= 2. TERCEIRA EMENDA AO ACORDO SOBRE O GEMINI (comunicado pelo socio Albert Bruch) Com grande satisfacao o Laboratorio Nacional de Astrofisica, atuando como Escritorio Nacional do Gemini, informa que o Ministro de Estado da Ciencia e Tecnologia, Eduardo Campos, assinou a Terceira Emenda ao Acordo sobre o Gemini, efetivando, desta forma, o processo conhecido na comunidade do Gemini como o "Chilean Byeback". Neste contexto, e atendendo uma solicitacao do Chile para devolver aos demais parceiros do Gemini sua participacao de 5% no observatorio (porem, mantendo seus 10% de tempo no Gemini Sul como pais hospedeiro), os outros paises, cada um, compraram uma parcela da participacao chilena, em proporcao de sua propria parcela, mantendo desta forma as proporcoes entre suas participacoes nos telescopios. Portanto, com a assinatura do Sr. Ministro `a Terceira Emenda, o Brasil comprou 2,5% da parte chilena do Gemini, aumentando sua parte no observatorio de 2,38% para 2,5%. Com isso, o Brasil recuperou a porcentagem de participacao intencionada quando o pais entrou no consorcio Gemini, mas que depois foi levemente diminuida quando a Australia foi aceita como parceira. ***************************************************************************